Deve pôr os preços no site da sua empresa?
Na maioria dos pequenos negócios, compensa pôr preços no site para tudo o que se cobra sempre da mesma forma, com um preço de partida ou uma faixa de preço para o trabalho que se orçamenta. Quem vê um preço decide na própria página. Quem não o vê costuma experimentar a empresa seguinte que o mostra. Nós publicamos os nossos, a partir de €350 por uma página de destino.
Imagine alguém a escolher uma laminação de sobrancelhas num domingo à noite, com dois sites de salões abertos no telemóvel. Um mostra o tratamento com o preço e a duração em minutos. O outro diz preço sob consulta e dá um número que ninguém atende antes de terça. Muitos marcam no primeiro antes de o segundo ter hipótese de responder. Os poucos que mandam mensagem a perguntar são os pacientes, e quem gere o salão passa a manhã de segunda a dizer quanto custa a pessoas que talvez nunca marquem.
O Elin Skin & Brow, um estúdio de beleza em Amesterdão, mostra no site que construímos cada tratamento com os minutos e o preço, numa tabela que a cliente lê em segundos. Os estúdios de lá publicam as duas coisas por hábito, e um site que escondesse uma delas pareceria fugir à pergunta. O estudo de caso regista o dobro das marcações feitas sem mensagem antes.

Quem esconde os preços costuma ter dois receios: que um concorrente cobre menos para lhe ficar com o cliente, e que um valor baixo atraia quem anda à procura do mais barato. O concorrente descobre o seu preço com um telefonema, por isso escondê-lo protege muito pouco. Quem procura o mais barato é precisamente quem o preço deve afastar, antes de lhe ocupar uma hora da semana.
O trabalho que não se orça sem uma visita também merece um número. A Redfern Plumbing & Heating, uma empresa de aquecimento com duas carrinhas em Manchester, mostra faixas de preço para a substituição de uma caldeira ao lado do formulário de orçamento, antes de o formulário fazer qualquer pergunta. O formulário antigo fazia onze perguntas e nunca falava de dinheiro. Com a faixa, o cliente fica a saber se a obra cabe no orçamento dele, e as reparações que pedem alguém no local continuam a ser orçamentadas caso a caso.
A maneira de escrever o preço pesa tanto como o valor. Escreva a partir de só quando o número é de facto o mais baixo, e diga o que o faz subir, como um tratamento mais longo ou uma caldeira mais antiga. Diga se inclui IVA. Um preço que cresce ao telefone ou no fim da compra custa-lhe mais confiança do que um valor mais alto dito com clareza logo de início.
Há preços que ficam melhor fora da página. Um telhadista não consegue dar o valor de um telhado novo sem o ver, por isso a página deve explicar como esse trabalho se orça e o que acontece na visita, e ninguém chega à espera de um número. Um negócio cujos preços mudam todas as semanas, conforme o que compra, fica pior com uma tabela que não consegue manter em dia do que com um número de telefone e uma linha a avisar que os preços variam.
O pior preço que um site pode ter é o antigo. Um café que guarda o menu num PDF com os preços da época passada manda o cliente para a casa duas portas abaixo. O Site Empresa, a partir de €1.050, traz um editor para as partes que mudam, preços incluídos, e alterar um valor leva um minuto. Nos sites mais pequenos, a Manutenção Plus, a €65 por mês, cobre pequenas alterações de conteúdo.
Preços de partida, Portugal, sem IVA
Site Empresa
desde€1.050
5–10 páginas, com um editor para mudar os textos e as fotografias sozinho. O nosso projeto mais comum.
Manutenção, Plus
€65/mês
A Básica, mais pequenas alterações mensais e resposta prioritária.
Pomos os nossos preços no site pela mesma razão que o recomendamos aos clientes. Quem vê que um Site Base começa em €650 percebe num minuto se nos deve contactar, e quem nos liga já conhece o número. Envie-nos a sua tabela de preços, ou os trabalhos que acha impossíveis de pôr num valor, e dizemos-lhe quais devem ir para a página e como os escrever.
Escrito por Maksym Gavrylenko · Publicado a